amor vazio
sei do amor vazio
deixado em pedras,
nos ladrilhos das noites.
sei de minhas pálpebras
estranhas
à luz da imagem.
sei do fogo que arde
na tarde vazada de choro
num quarto.
o quarto
as pedras
o dia
sabem de minha sombra escondida.
sei do amor vazio
deixado em pedras,
nos ladrilhos das noites.
sei de minhas pálpebras
estranhas
à luz da imagem.
sei do fogo que arde
na tarde vazada de choro
num quarto.
o quarto
as pedras
o dia
sabem de minha sombra escondida.
Simplesmente amor

Amor é a coisa mais alegre
Amor é a coisa mais triste
Amor é a coisa que mais quero
Por causa dele falo palavras como lanças
Amor é a coisa mais alegre
Amor é a coisa mais triste
Amor é a coisa que mais quero
Por causa dele podem entalhar-me:
Sou de pedra sabão.
Alegre ou triste
Amor é a coisa que mais quero.
Adélia Prado
O Amor
O amor, quando se revela,
não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente.
Cala: parece esquecer.
Ah, mas se ela adivinhasse,
se pudesse ouvir o olhar,
e se um olhar lhe bastasse
pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
quem quer dizer quanto sente
fica sem alma nem fala,
fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
o que não lhe ouso contar,
já não terei que falar-lhe
porque lhe estou a falar…”
Fernando Pessoa
Você se esconde por detrás dessa ironia, Diz que é perfeita e que nada te atinge, Não acredita no amor, nunca se apaixonou.
Guarda dentro de si seus segredos, Aprendeu a não chorar e ao invés disso sorri. Se auto intitula forte, autoritária e transparente.
Isso menina, se esconde. Ironicamente assim você parece estar bem. Mas e por dentro? O estrago foi tão grande assim?
-Lindiane Eloisa
Nos trilhos do amor O sino da igreja soou Graças a deus você voltou Eu já estava bem louco Quase atirando pedra em avião
Tava preta a situação
Só pensava em sair no soco
Salve, salve o nosso amor
E no bico do condor
A carta dizendo sim
Que estava chegando a hora
De andar estrada a fora
Mandando beijos pra mim
Sigamos em paz pela estrada
Eu e minha amada
Pelos trilhos da esperança
Olhando os campos em flor
Coração cheio de amor
Felizes que nem criança
Nessa estrada colorida
Que alegra a doce vida
Na imensidão do luar
Da nossa imaginação
E desembarcar na estação
Para dormir e sonhar

Com os deuses do onipotente
Que em cada continente
Exista um mar de saudade
E campos coberto em flor
Nos corações o puro amor
A essência da felicidade.
Vainer de Ávila
Abençoado amor
Meu amor eu não sei
Mas pode vir que tem
Água fresca na cascata
E o lobo aqui não é mau
Te faço trepar no pau
E colher pitanga na mata
Teu jeitinho de falar
Me faz delirar
À algo que me proponho
Nós dois na mata sozinhos
Vai rolar muitos carinhos
E eu vou realizar meu sonho
Minha doce paixão
Que me invade o coração
Que me amas mas não diz
Desamarra essa vontade
Deixa rolar a felicidade
Sem medo de ser feliz
Sem preconceito ou mágoas
Vamos invadir as águas
Quero te ver sorrindo
Cá pra nós numa boa
Não só Deus perdoa
Como está nos aplaudindo!!!
Vainer de Ávila
A chama do pavio
Eu queria saber
Quem é que vai ascender
A chama do meu pavio
Será alguém do povo
Estou de pavio novo
Será que ninguém viu
Sozinho por esta rua
Pelos auspícios da lua
Poetando cada verso
E mirando numa janela
Para ver se vejo ela
Nas esquinas do universo
Olha onde ela está
Do lado de lá
A flor do meu jardim
É a solidão sumindo
Pois ela vem vindo
Sorrindo pra mim
Chega e me abraça
A tristeza passa
Num sobre salto
Já não estou sozinho
Agora tenho carinho
E o amor fala mais alto.
Vainer de Ávila